terça-feira, 24 de maio de 2011

Preta Gil chora ao ser homenageada na Câmara do Rio




Fonte: www.meionorte.com // 23 de maio de 2011

Considerada a maior honraria do Rio de Janeiro, a Medalha Pedro Ernesto foi concedida à Preta Gil, na tarde desta segunda-feira (23), na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A homenagem representa um ato de desagravo pelas declarações preconceituosas feitas publicamente pelo deputado Jair Bolsonaro (PP) contra a artista, que é bissexual assumida, recentemente.

Preta foi indicada pelo vereador Leonel Brizola Neto (PDT) e a deputada Aspásia Camargo (PV). A cerimônia lotou as dependências do plenário Teotônio Villela, na Câmara Municipal, no Centro da cidade.

O vereador Leonel publicou em seu Twitter que a homenagem a Preta Gil foi um não rotundo ao preconceito e a todo tipo de intolerância, "parabéns Preta e toda sua família".

Os cantores Lulu Santos e Jorge Mautner participaram da solenidade, assim como a mãe de Preta, Sandra, o marido, o filho e irmãos da cantora.

No plenário, além de fãs, havia militantes do movimento negro, do movimento de mulheres e representantes da luta contra a homofobia.

Preta recebeu homenagem também de fãs e da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) que compareceram à Câmara com camisetas escritas “I Love Preta”. Emocionada, chorou durante a cerimônia.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cotidiano Faminto entrevista Modesto Neto sobre literatura e política




Ele é escritor, historiador, Diretor de Formação Política do DCE – UERN, Presidente do PDT de Angicos-RN – que já lançou pré-candidatura a Prefeito da referida cidade, para 2012 - e atendeu ao Cotidiano Faminto com a simplicidade e intelectualidade inerentes a todos os que lutam por uma causa mais humana e digna. O entrevistado da semana é Modesto Neto.

Como se deu o seu primeiro envolvimento com a Literatura?

Modesto Neto – Sempre gostei de ler, e sempre li os mais diversos gêneros literários. Desde gibis e mangas japoneses de desenhos animados até literatura internacional como Émile Zola e a história dos trabalhadores das fabricas na França no livro ‘Germinal’. Sou apaixonado e entusiasta dos contemporâneos, entre eles cito dois que são fantásticos, o afegão Kalled Hosseini que escreveu “O Caçador de Pipas” e o espanhol Carlos Ruiz Záfon que escreveu “A Sombra do Vento”, um dos melhores livros que li na minha trajetória de leitor. Porém não sei situar cronologicamente meu primeiro contato com os livros, sei que ele ocorreu na infância, talvez coisa de doze anos de idade.

Como você define as motivações – ou inspirações – existentes por trás de sua produção literária?

Modesto Neto – No prefácio de “Escritos do Silêncio” Dr.

Adalberto Targino, imortal da cadeira 39 da Academia Nacional de Ciências Morais e Políticas disse que minha inspiração parece vicejar de figuras como o Castro Alves, Goethe, Álvares de Azevedo e outros. Acredito que hoje minha inspiração seja contemporânea, talvez não venha de autores, mas sim de realidades sociais. Claro que os medalhões da literatura nos influenciam de alguma forma, mas são muitos e no momento não acredito que haja um especificamente para ser citado. Somos fruto de um meio cultural, político, econômico e também literário.

E a realidade cultural de sua cidade, Angicos, como você poderia situá-la dentro de sua visão? Ela imprime influências precisas em sua obra?

Modesto Neto – Ela imprimiu sim influencias bastante significativas, afinal de contas vivenciei e vivencio o correr de minha existência lá (em Angicos). Mas sempre procuro enxergar as coisas para além de nossa micro-realidade, não vejo Angicos com uma política pública voltada para a cultura, falta o entendimento do que se pretende construir efetivamente na esfera cultural. Isso impossibilita a insurreição de novos autores, e aqui uso este termo (insurreição) em detrimento de ‘nascimento’ porque sei que formar autores requer uma força por parte dos mesmos e a criação de um espaço propício para estes nascimentos e como não existe este espaço, o nascimento de novos autores se dá através da força de vontade de escrever e isso é difícil, complicado. Porém temos um conteúdo humano de qualidade inquestionável, falta investimento, não só em Angicos, mas no RN.

E como tem sido seu envolvimento intelectual e político – como Diretor de Formação Política - junto ao DCE da UERN?

Modesto Neto – Veja, nesta quarta-feira (11/maio) eu e outros companheiros estivemos a frente do processo de condução que culminou na criação de um Movimento Grevista dos discentes da UERN. Pretendemos construir uma greve unificada com os professores caso ela venha a acontecer, mas com uma pauta própria de reivindicações que já foi entregue ao Professor Milton Marques, nosso reitor, e que será apresentada a governadora Rosalba Ciarlini no dia 18 de maio. Meu trabalho tem sido no sentido de construir estas discussões e qualificar o debate sobre inúmeros pontos da UERN, como por exemplo, a Minuta de Auxílios que se for aprovada (nos conselhos competentes) irá beneficiar mil e quatrocentos estudantes com recursos da ordem de quase R$ 1 milhão e meio. Estamos no cotidiano da universidade primeiro representando os anseios dos estudantes na condição de porta-voz e discutindo as soluções dos problemas.

Ultimamente, ficamos sabendo, via Twitter, que você lançou uma pré-candidatura a prefeito – pelo PDT. Como se deu o tramite que tornaram possível essa decisão?

Modesto Neto – No dia das mães o Diretório Municipal se reuniu e o amigo Neto Monteiro lançou o meu nome como opção do partido a sucessão municipal em 2012. Nossos companheiros aceitaram por unanimidade, a pré-candidatura foi lançada e é uma realidade. Contudo, estou a serviço do PDT, se houver um entendimento diferente até a convenção, irei assumir o posto que o partido escalar para mim. Estou representando o partido na condição de pré-candidato a prefeito, mas se isso no dado momento se tornar impossível ao partido, estarei pronto para disputar uma vaga na Câmara Municipal.

Já se sabe que existe um Plano de Governo que se estende em áreas específicas. Poderia explanar a respeito?

Modesto Neto – Pretendemos lançar o projeto “Angicos: Desafios e Possibilidades” para discutir com a população os problemas nas mais diferentes áreas. Esperamos no mês de junho começar o projeto discutindo uma reforma educacional e cultural, assim como um estudo do impacto socioeconômico da UFERSA em nosso município.

Destacam-se entre as suas propostas a criação de um Selo Editorial e a instituição de um Fórum Permanente de Debates Educacionais. De onde parte a concepção destas políticas públicas?

Modesto Neto – Meu amigo Leonardo Lenner, estas são propostas que nasceram do debate interno do PDT. Eu já participei de alguns congressos – nacionais e estaduais – para a discussão de políticas públicas na área de educação e outras. Na ultima Conferência Nacional das Cidades que aconteceu em Brasília onde o presidente Lula sancionou a Lei Nacional de Resíduos Sólidos que cria a obrigação da construção de aterros sanitários em todas as cidades do país. Estivemos lá, discutimos o Programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida, suas diretrizes e funções. Acredito que estas propostas são essenciais a educação e a cultura, podemos propiciar um debate constante sobre educação e editarmos livros, revistas, gibis, discussões acadêmicas em pequenos periódicos, cordéis e outros gêneros literários de autores nossos. Estas propostas serão defendidas em 2012 e acredito que a população irá assimilar a importância das mesmas e fazer seu julgamento.

Dentre suas propostas é perceptível uma pre

ocupação significativa com a Cultura e a Educação. Essas áreas são prioridades suas?

Modesto Neto – Sou professor em formação e educação é a única e acessível ferramenta de mudança do mundo. A educação tem um poder transformador de mudar a vida das pessoas. Olha, através de uma educação comprometida com a sociedade o filho da empregada domestica que vai de jeans rasgado para a escola poderá usar um anel no dedo e ser chamado de doutor, e quiçá, ser o empregador de amanhã, o patrão de homens e mulheres que na infância tiveram berços de ouro. Isso só depende da luta e da capacidade de cada um. Sabe por que existe muito pobre que se torna rico com futebol? Eu lhe respondo: porque a bola é redonda para todos, para os filhos de ricos e filhos de pobres, hoje a educação não é redonda para todos, não é igual para todos e existe um fosso enorme e profundo que aparta as chances de vencer no mercado de trabalho daqueles que podem pagar por uma educação de qualidade e aqueles que se submetem a escola pública. Educação é a prioridade das prioridades e a cultura tem que ser entendida como um direito e uma necessidade, e deve está no cotidiano de todos assim como o alimento.

Este momento é totalmente aberto para você dizer o que quiser. Fique a vontade.

Modesto Neto – Lenner, muito obrigado pelo espaço aqui no blog Cotidiano Faminto do qual sou leitor assíduo. Queria dizer que São Paulo do Potengi está bem servido – intelectual e politicamente – com quadros como você. Além de amigo sou seu fã. Espero que Angicos possa ter um processo político em 2012 que não seja a mesmice de sempre, que a força de novas idéias – não só do PDT – mas de outros partidos e políticos possam quebrar o discurso da velharia e do conservadorismo. Um forte abraço aos amigos de São Paulo do Potengi, de Angicos, do nosso RN e a todos que podem ler nossas discussões neste ‘Brasilzão’ afora.

Cotidiano Faminto: Nós quem agradecemos a colaboração e participação desse ser humano dedicado, sensível e que faz da sua vida uma extensão para o sonho dos deserdados do mundo, nosso mundo: Modesto Neto.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Estudantes da Uern realizam plenária sobre indicativo de greve

Quarta-feira, 11 de Maio de 2011 / Por: Nathan Figueiredo

Fonte: O MOSSOROENSE

Estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) estão neste momento (9h30) realizando uma plenária para decidir sobre uma possível greve discente.

Eles querem se juntar e ampliar a mobilização dos professores da instituição.

Para eles, a ação conjunta deve garantir melhorias mais amplas, como, por exemplo, uma evolução efetiva na infraestrutura da universidade.

Vários estudantes estão reunidos agora no Ginásio Poliesportivo do Campus Central da Uern e discutindo pautas de reivindicação, que serão encaminhadas para o reitor Milton Marques.

Este deve levar as propostas para uma audiência com a Governadora Rosalba Ciarlini.

MEMÓRIA

A Associação dos Docentes da Uern (Aduern) esteve reunida com o Governado do Estado no início deste mês.

Na ocasião, apresentaram pontos de reivindicação – dentre os principais, melhorias salariais – que, caso não atendidos, poderão provocar uma greve.

O executivo estadual pediu um prazo para analisar as propostas: foi marcada uma audiência entre Aduern e Estado para o dia 18 ainda deste mês.

Neste dia, os universitários querem que o reitor apresente também o documento com reivindicações estudantis.

Mais informações amanhã (12) na edição impressa do jornal O Mossoroense.

Veja algumas imagens:

Modesto Neto, diretor de Formação Política defende movimento grevista e expõe jornal que trata dos problemas estruturais da UERN

Hitler, estudante de farmácia e membro do DCE fala da importância da organização discente no sentido de manter ativa as mobilizações

terça-feira, 10 de maio de 2011

CHARG

PDT se reúne no dia das mães, discuti candidatura própria a prefeitura de Angicos e lança o projeto “Angicos: Desafios e Possibilidades”

Renato Pedrosa


O Diretório Municipal do PDT no município de Angicos/RN, se reunião neste domingo (08/maio) e discutiu a possibilidade de lançar candidatura própria a prefeitura municipal.

O 1º Vice-Presidente Francisco Monteiro Neto falou da importância de uma candidatura própria para a cultura política da cidade. “Isso foi algo que nunca existiu, um candidato jovem com uma mentalidade política inovadora e contagiante que seja capaz de quebrar a mesmice do processo político em nossa cidade” – defendeu.

Outro ponto que foi tratado é a idéia do projeto Angicos: Desafios e Possibilidades que irá discutir os problemas da cidade em temáticas como saúde, cultura, educação, assistência social entre outros. Espera-se que em junho aconteça a primeira edição do projeto.

O membro do Diretório Municipal do PT de Olinda/PE, Renato Pedrosa, que é aluno da UFSERSA ex-colaborador da gestão municipal na cidade pernambucana esteve presente e se comprometeu em contribuir no debate sobre o projeto.

Neto Monteiro ainda citou o nome do presidente da Executiva do PDT Modesto Neto como opção para o partido lançar um nome ao Executivo. “Entre nós ele agrega duas coisas importantes: 1º o conteúdo teórico para defender no debate uma linha de pensamento e 2º é um quadro político de nosso partido que as pessoas conhecem” – finalizou.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Reforma política ou concessões do sistema?

Fonte: Gosto de Ler / 8 de maio de 2011

Modesto Neto, é acadêmico de História e Vice-Presidente da JSPDT/RN.

Faz décadas que a classe política vende a população brasileira suas pseudo boas intenções de constituir uma reforma política que regule as distorções do sistema eleitoral e amplie a participação popular. Hoje a grande critica ao processo de condução da reforma diz respeito à morosidade, a lentidão e a quase paralisia no andar das discussões, contudo passa despercebida por vários setores – tanto da imprensa quanto políticos – a ausência da participação popular na construção das propostas.

Voto em lista, voto distrital, suplência de senadores e financiamento público de campanha são temas que estão distantes do entendimento da grande população que alheio entrega de bandeja a condução e a participação nas discussões ao parlamento que é notoriamente corrupto – ressalvando alguns poucos quadros.

Talvez deste parlamento fraco ideologicamente e frouxo moralmente saia alguns paliativos, poucas mudanças e – com sorte – algumas rupturas propostas pelos pequenos e minguados setores da esquerda autentica que tanto na Câmara Federal quanto no Senado da República se resume a um contraponto a visão dominante, sem muita ressonância.

Creio que os corsários da corrupção navegaram tranqüilos nas águas mansas e pacatas do Congresso Nacional e construíram ao seu bel prazer à reforma, que em síntese não será reforma de verdade. O emaranhado jurídico que se aprovará será um conjunto de pequenas concessões do sistema político dominante, representado por políticos como José Sarney e Renan Calheiros que pretendem castrar a possibilidade de insurreição de novos grupos políticos. Algumas concessões serão feitas no intuito de causar o efeito ilusório de que se conquista mais abertura política. Teremos mudanças, não novidades.

Ao fim do jogo de cartas marcadas do Congresso Nacional, teremos a permanência da conservação dos interesses majoritários dos quadros que fazem o parlamento e um arremedo para chamarmos de reforma política. Arremedo este que passará mais uma vez despercebido pelo povo brasileiro, que no apogeu de sua apatia política mais uma vez dará as coisas a um processo político importante que alterará as regras de um jogo que fatalmente continuará injusto.

A representatividade política brasileira é falida em todos os sentidos e perspectivas. O conjunto de nossos representantes em sua maioria são oriundos de berços nobres e carregam sobrenomes pomposos, e são estes filhos e netos de senhores feudais que representam a massa proletariado e sub-assalariada que ganha um salário mínimo e se desdobra na mágica do cotidiano para manter o alimento na mesa. É gente deste tipo que precisa ir ao parlamento, que talvez não tenha a escolaridade dos bons colégios suíços no Brasil, mas que possui a sabedoria de um povo que labuta pela sobrevivência. Isso seria novidade, e no máximo a reforma política trará algumas poucas mudanças.

Alias, é uma reforma ou apenas uma concessão?


FONTE:


sábado, 7 de maio de 2011

Silêncio, seis anos após um grito





FONTE: www.tijolaco.com

Neste momento em que se discute o direito de assassinar, é preciso trazer aqui a história publicada hoje pelo The New York Times sobre esta foto do Iraque ocupado para que, além de pensarmos, possamos sentir um pouco o que é a brutalidade da guerra. Uma foto que, aliás, não precisaria de mais nada para ser um punhal em todos os corações humanos.

Samar, aos 12 anos, viu-se pela primeira vez no momento da morte dos pais.

“Até a semana passada, Samar Hassan nunca tinha visto a fotografia que milhões tinham visto, e nunca soube que ela se tornou uma das imagens mais famosas da guerra do Iraque.

“Meu irmão estava doente, e fomos levá-lo ao hospital e no caminho de volta, isso aconteceu”, disse Samar. “Nós ouvimos tiros. Minha mãe e meu pai foram mortos, apenas isso”.

A imagem de Samar, então com 5 anos, gritando e salpicada de sangue depois de soldados americanos abrirem fogo contra o carro de sua família no norte da cidade de Tal Afar, em janeiro de 2005, iluminou o horror das vítimas civis e é tida uma das poucas imagens do conflito que podem ascender à galeria da fotografia de guerra clássica. A foto voltou a chamar a atenção renovada por ser parte do fotógrafo Chris Hondros, morto recentemente nas linhas de frente em Misuata, na Líbia.”